O termo Solstício vem do latim solstitium, que significa “sol imobilizado”, “sol parado” e designa a impressão que o Sol estaria como que estacionário sobre uma parte da Terra.
Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador.
Por conta desse fenômeno as noites são mais longas que os dias; equivoca-se quem interpreta que há predominância das Trevas, em verdade inicia-se a grande vitória da Luz.
Em algumas culturas designam o Solstício de Inverno como o “Nascimento do Sol”, dia após dia o Astro Rei irradiará mais energia sobre a Terra e assim devemos empreender nossas atividades.
Que deixemos o obscurantismo e caminhemos como fonte emanadora de vibrações de justiça e perfeição.
E não é só o nosso meio que comemora este grandioso evento, há séculos as civilizações persas e hindus festejavam sob a egide da alegoria de Mitra a vitória da Luz sobre as Trevas.
A cultura romana reverenciava o “Sol Invictus”, pois aconteça o que acontecer, ele rompería no horizonte com toda força e vigor.
Até no Extremo Oriente, mais precisamente na China, o Solstício de Inverno é comemorado de forma marcante, chama-se Dong Zhi (chegada do Inverno) e o povo compreende que inicia-se um novo Ciclo da Natureza e junto a ele cada um deve renovar suas diretrizes e trabalhar para que harmoniosamente a sociedade possa usufruir de todas as beneces da natureza.
Os Druídas comemoravam o Solstício como o “Dia da Fertilidade”, os egipicios celebravam com rituais ligados aos grãos e o renascimento.
A cultura Maia utilizava este fenômeno da natureza para balizar seu calendário, usavam o Solstício como o início dos Ciclos do Sol e da Lua na Terra.
Há também sociedades que cultuam a Deus festejando os ciclos da natureza e um dos mais interessantes é o que envolve o Ritual Yule, onde o Criador é simbolizado como uma criança, pois este ícone nos passa o sentimento de pureza, de esperança e de começo de uma nova fase que se inicia no Solstício de Inverno.
Ao Maçom como livre pensador e pesquisador nato cabe mais que festejar esta data, deve procurar o real sentido do despontar do dia após uma longa noite. Deve revigorar seus propósitos, retornar à Câmara de Reflexões e sentir-se como uma semente colocada sob a terra, na escuridão e no silêncio, refletir sobre sua instabilidade e ter força para romper com as paixões, os vícios e os preconceitos profanos. Procurar a Verdadeira Luz, que dia após dia será oferecida de forma mais intensa e constante, havendo o comprometimento sincero, crescerá com Virtude, Honra e Sabedoria.
A celebração desse Solstício em especial marca mais um ciclo na administração de várias Lojas e de algumas Potências, pois tomarão posse os novos Veneráveis e Vigilantes e o novo Grão-Mestrado e em breve todos os outros Irmãos que colaborarão para a projeção dessas Instituições.
À todas as Lojas e Irmãos cabem o compromisso instituicional de se fazerem presentes; a Sublime Ordem somos nós mesmos e ninguém faz nada sozinho, o trabalho é arduo mas exeqüivel, recebamos os projetos e assumamos nossa posição de formadores de opinião e construtores sociais.
Que como o Sol que a partir de agora se fará mais presente, tenhamos o mesmo vigor em nos expressarmos o “De pé e a Ordem”.
A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.
Grato pela atenção.
TFA
Quirino
Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
GLMG
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